Rio de Janeiro, que já foi a “cidade
maravilhosa” virou a “cidade do crime”.
Foi lá que mataram a
vereadora Marielle Franco e estavam tramando - descoberta feita esta semana - a
morte do deputado estadual Marcelo Freixo.
Diariamente, na segunda
cidade mais populosa do país, se matam jovens negros, donas de casa e crianças.
Na guerra que vive o RJ, há
tempos, morrem também traficantes e policiais.
O estado é um caso de
polícia. Lá já foram presos os ex-governadores Anthony Garotinho, Rosa
Garotinho e Sérgio Cabral.
E recentemente o governador
Pezão também foi pra cadeia.
Moreira Franco, que também
foi governador, é investigado pela Justiça.
Curioso é que todos esses
políticos bandidos foram eleitos pelo voto popular. Depois dizem que é o nordestino que não sabe votar.
E a situação só piora no Sul/Sudeste maravilha.
O mesmo povo que elegeu Garotinho,
Cabral e Pezão botou na prefeitura o bispo da Universal Marcelo Crivella e este
ano escolheu para governador um psicopata que anuncia tranquilamente na
televisão que vai mandar matar pessoas, como se isso resolvesse os problemas.
Eleitorado do Rio (cidade e
estado) não está isolado no país. São Paulo elegeu um farsante chamado João
Dória para governador e o povo brasileiro escolheu um capitão ligado à milícia
para presidente.
Estamos a caminho não de ser
a Venezuela, mas a Colômbia de um passado não tão distante.
No rumo que vamos até o
Paraguai daqui a pouco será mais civilizado do que o Brasil.
E não faltam estúpidos para
achar que estamos no caminho certo.
Lembremos outra vez o
dramaturgo Nélson Rodrigues: “Os idiotas
ainda vão dominar o mundo, não pela capacidade, mas pela quantidade: eles são
muitos”.
Caso não dominem o mundo,
conseguirão pele menos dar as cartas no país verde e amarelo.
“Cidade maravilhosa, cheia de
encantos mil...”. O Rio de Janeiro é um espelho do Brasil.
*Fotos: Jornal O Globo



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