Empresa piauiense sofre prejuízo de R$ 100 mil após golpe bancário

Segundo a Biomax, uma pessoa teria entrado em contato por telefone se passando por funcionário do banco e teria hackeado a conta da empresa.


A empresa piauiense de fornecimento de próteses médicas, Biomax, sofreu um prejuízo de mais de R$ 100 mil depois de supostas falhas de segurança no serviço de internet banking do Banco Santander. Segundo a empresa, o caso teria acontecido no último dia 28 de novembro e o banco teria confirmado as transferências indevidas e também os beneficiários dos pagamentos. Agora, a empresa cobra do banco o reembolso do valor roubado.
De acordo com a empresa, a administração da BioMax, cuja conta foi hackeada, fora contatada, via telefone, por pessoa que se passou por empregado do Santander e solicitou que fosse realizada atualização de cadastro junto ao banco. Após colocação dos dados necessários no site com domínio do Santander e finalização da operação de atualização do cadastro, em que não foi utilizada nenhuma senha, um e-mail de pesquisa de satisfação, provido com o domínio do banco, foi enviado para a BioMax, com a finalidade de legitimar a ação.
Ainda segundo a empresa, após perceber os descontos indevidos em conta, a Biomax entrou em contato com o Santander, que confirmou o uso do domínio pelo hacker e disponibilizou o número do IP do computador deste, mas não teria cedido a localização de rastreio do mesmo para a empresa. Assim, a equipe de Tecnologia da Informação da Biomax descobriu que a operação de hackeamento não ocorreu dos computadores do grupo, mas sim, de fora.
O advogado da empresa, Gustavo Sepúlveda, afirmou que as transferências não autorizadas pela Biomax e feitas através de conta da empresa com o Santander são referentes ao pagamento de sete boletos bancários. Para o advogado, o sistema online do banco teria falhado na segurança, permitindo assim que a conta fosse alvo de hackers.
 “O setor de Tecnologia da Informação da Biomax já constatou que a validação dos pagamentos foi feita de um computador de fora da empresa. O banco, por sua vez, já identificou as empresas beneficiadas, ambas confirmaram as operações e já se comprometeram a sustar os pagamentos, desde que o Santander faça a solicitação, mas até agora o banco não fez o pedido e, em parecer verbal, nos informou que não fará o reembolso”, afirma o advogado.
Para o advogado, as operações realizadas no internet banking são de responsabilidade do banco, principalmente, com relação à segurança. “O serviço de internet banking é um serviço disponibilizado pelo banco para o seu cliente. Assim, qualquer falha que exista proveniente de algum erro dentro desse serviço é de completa responsabilidade do banco. Ele não pode simplesmente se negar a realizar o reembolso imediato de qualquer perda que se tenha devido à utilização do seu sistema”, enfatiza.
Gustavo Sepúlveda alega ainda que o banco estaria se negando a fornecer aos clientes um posicionamento por escrito a respeito do ocorrido, e teria se recusado a fornecer as gravações telefônicas realizadas. “O que nós queremos é o integral reembolso do valor retirado indevidamente da conta, sob pena de ajuizarmos ação judicial cabível como também de encerrarmos todas as operações das empresas da Biomax com o Santander”, finalizou o advogado.
Contraponto
Em nota, o Banco Santander argumentou que as informações de seus clientes são protegidas pelo sigilo bancário, e acrescentou que já entrou em contato com o cliente e prestou todos os esclarecimentos devidos. “O Santander esclarece que disponibiliza aos clientes ferramentas e mecanismos tecnológicos seguros e confiáveis para realizarem transações financeiras nos canais de relacionamento do Banco e sempre os orienta a adotarem as melhores práticas de segurança e prevenção a fraudes, como não fornecer dados, senhas ou códigos em ligações recebidas, e-mails, SMS e nos caixas eletrônicos, nunca aceitar ajuda de estranhos”, declarou.
Por: Nathalia Amaral

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